Você atravessa a Ponte da Amizade, entra no Shopping China e a primeira coisa que faz é abrir a calculadora do celular pra converter guarani em real. Se não tiver internet, essa conta você faz no escuro — e é assim que muita gente volta pra casa achando que economizou.
Comprar em Ciudad del Este é uma operação: comparar preço entre três lojas, checar a cotação do dia, conferir se você ainda está dentro da cota e preencher a e-DBV antes de voltar. Tudo isso precisa de conexão. E o roaming da sua operadora brasileira, do outro lado da ponte, cobra caro por um dia que você talvez passe inteiro no Paraguai.
A cota é de US$ 500 por pessoa, e você só pode usá-la de novo depois de 30 dias.
Passou disso, paga 50% de imposto sobre o excedente. Se não declarar e for pego, mais 50% de multa. A conta de quem “esqueceu” de somar sai muito mais cara que o produto.
Para somar direito você precisa de internet — pra cotação, pra comparar preço e pra preencher a e-DBV. Um eSIM para o Paraguai se instala ainda no Brasil, ativa quando você cruza a ponte e não vence: na próxima ida a CDE, é só recarregar.
A cota de US$ 500: como ela funciona de verdade
Quem entra no Brasil por via terrestre — que é o caso de quem volta de Ciudad del Este pela Ponte da Amizade — tem uma cota de isenção de US$ 500 por pessoa. É metade da cota de quem chega de avião (US$ 1.000), e é aí que quase todo mundo se confunde.
As regras que costumam pegar o comprador de surpresa:
- A cota não é reutilizável em menos de 30 dias. Se você foi a CDE no dia 5 e voltar no dia 20, não tem uma nova cota de US$ 500 esperando por você.
- Limite de quantidade, não só de valor. Para itens acima de US$ 10, são no máximo 20 unidades no total e 3 iguais. Não adianta o valor fechar se você levar cinco fones do mesmo modelo.
- Bebida: até 12 litros por pessoa. Cigarro: até 10 maços (200 unidades).
- Passou da cota? São 50% de imposto de importação sobre o valor excedente.
- Não declarou e foi pego? Os 50% de imposto mais 50% de multa sobre o excedente.
Ou seja: a diferença entre uma viagem lucrativa e um prejuízo é uma conta bem feita. E conta bem feita, com a cotação do dia, você não faz de cabeça no meio do corredor do Monalisa.
Por que você precisa de internet em Ciudad del Este
Não é conforto. Em CDE, estar online é o que separa quem economiza de quem acha que economizou:
- Cotação em tempo real. Guarani, dólar e real se movem no mesmo dia. O preço que parecia bom de manhã pode não ser mais à tarde.
- Comparar preço entre lojas. Shopping China, Cellshop, Monalisa e as galerias da rua raramente cobram o mesmo pelo mesmo produto. Sem internet, você compara de memória.
- Checar se o produto vale a pena. Aquele modelo específico custa quanto no Brasil, hoje, com frete? São trinta segundos de busca que evitam um arrependimento de meses.
- Preencher a e-DBV. A Declaração Eletrônica de Bens de Viajante é feita online, pelo app ou pelo site da Receita. É ela que evita a multa de 50%.
- Chamar carro, achar o estacionamento, avisar em casa. O básico, que sem sinal deixa de ser básico.
O Wi-Fi das lojas e o seu cartão de crédito
Existe Wi-Fi aberto nos shoppings de Ciudad del Este. E é exatamente onde você não deveria digitar o número do seu cartão.
Rede aberta, sem senha, num ambiente com milhares de pessoas por dia: é o cenário clássico em que dados trafegam sem proteção. Se você vai pagar no cartão, conferir o app do banco ou preencher a e-DBV com os seus dados, faça isso na sua própria conexão, não na do shopping.
Um eSIM te dá exatamente isso: uma linha de dados que é sua, do momento em que você cruza a ponte até a hora de voltar.
eSIM, chip local ou roaming: o que compensa
São três caminhos, e cada um tem um custo escondido:
- Roaming da sua operadora. Funciona, mas cobra uma diária que, para uma ida e volta no mesmo dia, é o pior custo-benefício da lista. Entenda o que acontece quando você ativa em roaming de dados.
- Chip paraguaio (Tigo, Personal, Claro). Barato, mas exige achar um ponto de venda, apresentar documento e trocar o chip do seu celular — o mesmo chip que recebe o SMS do seu banco quando você for pagar. Para uma viagem de um dia, o esforço não fecha.
- eSIM internacional. Você instala antes de sair de casa e ativa ao cruzar. Não troca chip, não perde o seu número brasileiro e não procura loja. É a única das três que já está resolvida quando você chega à ponte. Compare as opções em qual é o melhor chip internacional.
E tem um detalhe que muda a conta pra quem vai a CDE com frequência: a regra dos 30 dias da cota mostra que Ciudad del Este quase nunca é uma viagem única. Você vai voltar. E o eSIM da HOLASIM não vence — fica instalado no seu celular, e antes da próxima ida você só recarrega.
“Com a HOLASIM mudamos a lógica dos eSIM internacionais: em vez de comprar um novo cada vez que você viaja, agora existe um único eSIM que acompanha o viajante para sempre.”
— Gustavo Manzella, Co-Founder da HOLASIM
Como se conectar antes de cruzar a ponte
- Veja se o seu celular aceita eSIM. Disque *#06#: se aparecer um código EID, aceita. Detalhes em como saber se o meu celular é compatível.
- Compre e instale ainda no Brasil, no Wi-Fi de casa ou do hotel em Foz.
- Ative ao cruzar a Ponte da Amizade. A validade começa a contar na ativação — ativar antes é jogar dias fora.
- Desligue o roaming da sua operadora antes de sair. Senão você paga duas vezes pela mesma internet.
Se a sua viagem também passa pela Argentina — Puerto Iguazú fica a poucos quilômetros —, vale olhar o eSIM para a Argentina ou um plano regional que cubra os dois países.
Perguntas frequentes
Qual é a cota de compras no Paraguai em 2026?
Quem volta ao Brasil por via terrestre, como pela Ponte da Amizade, tem cota de isenção de US$ 500 por pessoa. Quem chega de avião tem US$ 1.000. A cota não pode ser reutilizada em menos de 30 dias entre uma viagem e outra.
O que acontece se eu passar da cota?
Sobre o valor que exceder os US$ 500 incide um imposto de importação de 50%. Se você não declarar e for identificado pela fiscalização, além dos 50% de imposto é aplicada uma multa de mais 50% sobre o excedente.
Meu chip brasileiro funciona no Paraguai?
Só com roaming ativado, e o roaming costuma cobrar uma diária cheia mesmo que você fique poucas horas do outro lado. Para uma ida e volta no mesmo dia, é o pior custo-benefício.
Preciso de internet em Ciudad del Este?
Na prática, sim. É com internet que você confere a cotação do dia, compara preços entre as lojas, checa quanto o produto custa no Brasil e preenche a e-DBV, a declaração eletrônica que evita a multa da Receita.
É seguro usar o Wi-Fi dos shoppings de Ciudad del Este?
São redes abertas, sem senha, usadas por milhares de pessoas por dia. Não é o lugar para digitar o número do cartão, abrir o app do banco ou preencher a e-DBV com os seus dados. Use a sua própria conexão de dados.
Vale mais a pena comprar um chip paraguaio?
O chip local é barato, mas exige achar um ponto de venda, apresentar documento e trocar o chip do celular — justamente o chip que recebe o SMS do seu banco na hora de pagar. Para uma viagem de um ou dois dias, o eSIM resolve antes mesmo de você sair de casa.
O eSIM da HOLASIM vence?
Não. Ele fica instalado no seu celular e, antes da próxima viagem, você só recarrega. Para quem vai a Ciudad del Este com frequência, isso significa não recomprar um chip a cada ida.

Cotação, comparação de preços e e-DBV na sua própria conexão. Instale no Brasil, ative ao cruzar.
